quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sarney põe o amigo João Alberto na Corregedoria

Ligado ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o senador João Alberto (PMDB-MA) será o futuro corregedor da Casa. Ele substituirá o senador Romeu Tuma (PTB-SP), que morreu em outubro e ocupou o cargo em 15 dos 18 anos de existência do posto. Tuma sempre creditou a Sarney o convite para permanecer na Corregedoria.








O presidente do Senado, desta vez, afirma que não tem nada a ver com a indicação. Alega que a competência não é sua e, sim, dos líderes partidários, mais precisamente do líder do PMDB na Casa, o senador Renan Calheiros (AL).






Renan, por sua vez, também nega a paternidade da indicação de João Alberto. "O Sarney é quem vai decidir", justificou o senador. Cabe ao corregedor abrir sindicância no âmbito do Senado sobre denúncias envolvendo os parlamentares da Casa.






"Missão". Mesmo negando o convite para assumir o cargo, João Alberto afirma que aceita a "missão". "Sou senador, estou pronto para servir o País em qualquer cargo e em qualquer lugar", diz o futuro corregedor. "Mas não há nada oficial, Sarney não falou comigo, tive um telefonema da liderança na quinta-feira, o que eu sabia é que iria para o Conselho de Ética", afirma, apesar da confirmação de auxiliares do presidente do Senado.






Em 2003, Sarney indicou João Alberto para a presidência do Conselho de Ética, o que praticamente brecou as atividades do órgão. Ele e João Alberto são amigos de longa data. Foi o senador maranhense, então governador do Maranhão, que cedeu para a família de Sarney o Convento das Mercês, do século 17, palco dos sermões do Padre Vieira, para ele instalar ali o seu memorial.


(O Estado de São Paulo)





segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Falta de creches no Maranhão é citada no Fantástico

O Fantástico fala de um drama que afeta milhões de famílias brasileiras: a falta de creches. De norte sul do país, nas cidades e no campo, muitas e muitas mães trabalhadoras vivem preocupadas, porque simplesmente não têm onde deixar seus filhos.


A situação é preocupante. De cada 100 cidades do Brasil, 15 não têm nem uma sala para atender crianças de zero a três anos de idade. São 827 municípios sem um lugar para a criançada socializar e aprender.

Um levantamento exclusivo, com dados do censo escolar do Ministério da Educação, revela: Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Maranhão são os estados com o maior número de cidades sem creche. No Maranhão são 64. “Tem muita criança para ficar sem estudar, sem ir para o colégio. É ruim demais mesmo”, diz uma jovem.

No Rio Grande do Sul, famílias de 133 cidades não têm onde deixar seus filhos pequenos. “O motivo maior é que eu estou mudando, porque não tem creche aqui”, afirma uma mulher.

Em Minas Gerais, são 172 municípios nessa situação. “Tenho que trazer para o serviço porque não tenho onde deixar”, conta uma senhora.

Nesses estados, o Fantástico visitou as três maiores cidades que enfrentam o problema. Em Piranga, a 200 quilômetros de Belo Horizonte, encontramos Clarete, que precisa levar a filha de um ano para o trabalho.

“Quando a minha mãe está viajando, tenho que trazer, porque não tem onde deixar”, explica Clarete. “Estou passando roupa e ela está aqui perto de mim, mas eu fico morrendo de medo de ela se queimar.”

Em nota, a prefeitura de Piranga alega que os recursos são escassos e que prioriza a educação só a partir dos quatro anos.

No Brasil, a creche é a primeira etapa do Ensino Básico antes da pré-escola. Os pais não são obrigados a colocar seus filhos na creche, mas o governo precisa atender os que querem. É direito da criança, está na Constituição.

“Na creche, na escolinha, vai ter outros desafios de habilidades sociais. Ela vai ter que disputar com outras crianças ou mesmo com os adultos que não vão ser iguais à mãe. Do ponto de vista afetivo, ela vai criar outros laços”, aponta Marisol Monteiro Sendini, pediatra e psicanalista do Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência da USP.

Márcia e o marido se mudaram de uma cidade maior, Santa Cruz, para a pacata Vela do Sol, no Rio Grande do Sul, em busca de tranquilidade. Trouxeram os dois filhos pequenos, e se depararam com um grave problema. “De não ter uma creche aqui, não ter um lugar onde eu possa confiar para deixar os dois”, diz Márcia.

Ela conta que, na cidade onde morava, o menino frequentava uma creche. “Ele não sabe mais brincar como ele brincava com as outras crianças e ficou dependente de mim”, conta a mãe do menino.

Resultado: depois de pouco mais de um ano, Márcia está de mudança de novo, em busca de uma cidade com creche. “Dá uma tristeza ir embora”, lamenta.

E não é só a família dela que sofre em Vale do Sol. A agricultora Nadir dos Santos, que trabalha na roça, precisa deixar o filho de três anos sozinho com os outros filhos de 10 ou 11 anos. A mais velha tem 13 e nem sempre está em casa.

“Eu penso que eles podem se machucar. Dou graças a Deus a hora em que eu venho para a casa ao meio-dia para ver eles”, diz Nadir. “Se tivesse uma creche, me ajudaria muito.”

O representante da prefeitura, Claudiomir Carnopi, alega que a creche ainda não saiu, porque o projeto foi rejeitado pelo Ministério da Educação. O terreno tinha cinco metros quadrados a menos do que o MEC exige. “Acho que a questão burocrática não pode ficar acima do interesse da comunidade, que é ter uma creche”, opina.

Oferecer creches é obrigação das prefeituras, mas o Ministério da Educação ajuda a financiar. Hoje, de cada 100 crianças de zero a três anos, só 16 estão na creche. O Ministério da Educação pretende subir esse índice para 50% até 2020. Para cumprir essa meta ambiciosa, diz que está reduzindo a burocracia.

“O MEC tem flexibilizado e negociado com as cidades adaptações do modelo original. A situação tem melhorado. A matrícula praticamente dobrou em dez anos nas creches, mas nós temos um longo caminho a percorrer”, reforça Maria do Pilar Lacerda, secretária do Ensino Básico do MEC.

O caminho da equipe do Fantástico também é longo. Cruzamos o Brasil do Sul até o Maranhão. Pegamos a balsa que liga São Luís, a capital do Maranhão, ao interior do estado. O nosso destino é Pinheiro, a cidade com o maior número de habitantes entre as que não têm creche no Maranhão.

Pinheiro tem quase 80 mil moradores - a maioria na área urbana. A única instituição que atende crianças de dois e três anos na cidade é uma filantrópica, mantida pelo padre italiano Luigi Risso, que não tem qualquer ajuda oficial. “Até agora, nossos benfeitores da Itália mandam o dinheiro para mim. Mas não dá nunca para cobrir as despesas”, diz.

As sete escolas criadas por ele só atendem crianças as partir de dois anos de idade. “Sei que ele está em boas mãos, bem cuidado”, diz uma mãe.

Mas, para as mais novas, não há opção. A prefeitura de Pinheiro confirma que não tem creches e prometeu a construção de uma unidade para os próximos meses. Alega que o projeto já está aprovado pelo MEC.

Do Maranhão, descemos mais de três mil quilômetros até São Paulo. O estado mais rico do país tem 15 cidades sem atendimento para as crianças pequenas. É o caso de Barra do Turvo, que fica a pouco mais de 300 quilômetros da capital.

Como não existe creche na cidade, a dona de casa Nádia Batista fez uma espécie de creche improvisada na casa dela. “Elas precisam trabalhar e deixam as crianças aqui comigo”, explica.

Nádia não cobra nada. “

Quem ajuda Sara é o filho mais velho, de 14 anos. “Tem que cuidar do meu irmão”, conta o menino.

O secretário de Planejamento de Barra do Turvo, Calso Silva, diz que esse ano a creche sai. “Já está tudo encaminhado, tem o primeiro parecer favorável”, garante.

O drama se repete Brasil afora. Mesmo em cidades quem têm creche, há milhares de bebês e crianças esperando vaga. Só na cidade de São Paulo, são 100 mil.

A faxineira Rosilene Nascimento mora em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Tem 11 filhos. Elisabete, de 16 anos, cuida dos três irmãos menores de três anos. “Nunca nenhum foi para creche. Nunca consegui vaga para eles”, diz a faxineira.

Acompanhamos Rosilene até a creche em que ela espera vaga para os filhos. Sem saber que estava sendo filmada, a funcionária diz que não tem vaga e dá uma sugestão. “Muitos vão atrás dos políticos: vice-prefeito, vereador. Tem que insistir até uma hora que ele vai encher o saco, vai ficar de saco cheio de você, e te dar a vaga. Pelo menos, sou eu que penso assim”, diz a funcionária.

Por telefone, a prefeitura confirmou que recebe pedidos de vereadores, mas disse que não atende, até porque não há vagas. Em nota, informou que há mil crianças na fila de espera.

Na capital paulista, o mesmo problema. Quando Cauê completou um mês, em agosto de 2010, a faxineira Sandra de Sousa procurou uma creche. “Fui tentar para ver se, quando voltasse a trabalhar no começo do ano, conseguia uma vaga”, lembra Sandra.

Cinco meses depois, nada. Preocupada, porque a vizinha que ajuda a cuidar de Cauã vai se mudar, Sandra voltou à creche. “Fui lá cobrar. Falaram que tem 11 crianças na frente dele. E a previsão para esse ano é que não tem vaga”, relata.

Em nota ao Fantástico, a prefeitura de São Paulo diz que está construindo novas unidades e ampliando parcerias com outras instituições. Afirma também que é uma das poucas cidades que oferecem vaga para filhos de mães que não trabalham.

“Essas crianças pequenas, convivendo com outras pequenas, têm outro tipo de desenvolvimento. Elas conseguem estabelecer relações com outros adultos e com outras crianças, elas têm acesso a outro tipo de brincadeira. Então, a creche se configura como espaço importante para a criança pequena”, explica a especialista em educação infantil Maria Letícia Nascimento, pela USP.



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

PF prende 9 e procura prefeito e primeira-dama de Barra do Corda

                                 Prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o “Nenzim



O prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, o “Nenzim” (PV), 71 anos, e sua mulher Francisca Teles de Sousa, a “Santinha”, estão sendo procurados pela Polícia Federal (PF), que desencadeou na manhã de hoje (3) a “Operação Astiages”, com o objetivo de prender temporariamente (5 dias) 12 pessoas por desvio e apropriação de recursos públicos, lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem tributária e formação de quadrilha.



Até o início da tarde, já haviam sido presas nove pessoas. Além de “Nenzim” e da primeira-dama, está foragido João Batista Magalhães, que seria “lobista” da prefeitura e ex-assessor do vice-governador do Maranhão, Washington Luiz Oliveira (PT).


O delegado Vitor Fernandes, que chefia o grupo de repressão a crimes financeiros e lavagem de dinheiro (GRFIN) da PF-MA, informou, em entrevista coletiva concedida na manhã de hoje, na sede do órgão, que apenas duas pessoas envolvidas nos desvios – a PF não informou os nomes – sangraram os cofres públicos em aproximadamente R$ 50 milhões.


Entre os presos pela PF, estão Pedro Alberto Teles de Sousa (filho de “Nenzim” e secretário de Finanças de Barra do Corda) e Sandra Maria Teles de Sousa (filha de “Nenzim”). Um genro do prefeito (Inamar Araújo Medeiros) e uma nora (Janaína Maria Simões de Sousa) também foram presos.


Fora do “núcleo familiar” de “Nenzim”, foram detidos: Moacir Mariano da Silva (“laranja”); Luís Marques de Sousa, o “Luizinho da Cemar” (“laranja”); Quintino Gomes da Silva, o “Peba” (“laranja”); Gilson da Silva Oliveira (“laranja”) e José Alcivan da Silva (“laranja”).


Participam da “Operação Astiages” 100 policiais federais do Maranhão, Piauí e Brasília.


Além dos 12 mandados de prisão, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

                                                   Avião apreendido pela PF



                                                         Helicóptero apreendido pela PF





                                                            

Até o início da tarde de hoje (3), já haviam sido apreendidos um avião bimotor, prefixo PT-EYW, e um helicóptero, além de carros e relógios de luxo.



Desde que circularam rumores de que uma operação da PF aconteceria em Barra do Corda (a 459 km de São Luís, na região central do Maranhão), o prefeito “Nenzim” – que é pai do deputado estadual governista Rigo Teles (PV) – e sua mulher estavam em endereço incerto.




"O crime principal do prefeito é o de lavagem de dinheiro. Ele não tem como explicar sua evolução patrimonial gigantesca em tão pouco tempo", afirmou o superintendente em exercício da PF no Maranhão, Eugênio Ricas.



Se condenados pela pena máxima prevista por todos os crimes pelos quais são acusados, cada um dos integrantes da organização criminosa agora desbaratada pode pegar até 30 anos de prisão.



A “Operação Astiages” recebeu esse nome em referência a um rei da Média-Pérsia que governou de 585-550. “Astiages”, em grego, significa “destruidor de muralhas”, mas em babilônio quer dizer “saqueador de cidades”.





quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Maranhão pagará R$ 28,9 mil a deputados que viraram secretários

Max Barros (DEM), Roberto Costa (PBMD) e Victor Mendes (PV) receberão R$ 28,9 mil mensais, valor acima do teto do funcionalismo, hoje em R$ 26,7 mil


Os deputados estaduais do Maranhão que assumiram secretarias no governo irão receber R$ 28,9 mil a partir deste mês. O valor ultrapassa o teto do funcionalismo, hoje de R$ 26,7 mil.

A legislação do Estado prevê que deputados que assumirem secretarias recebam uma "retribuição pecuniária" - cujo valor foi reajustado de R$ 6.092 para R$ 8.820 pela governadora Roseana Sarney (PMDB).



O valor da "retribuição" é somado ao salário pago pela Assembleia, já que o secretário pode optar em manter os vencimentos de deputado.



Recentemente, os deputados estaduais maranhenses aumentaram seus subsídios de R$ 12.384 para R$ 20.041 na esteira do reajuste de 61% dados aos deputados federais. O aumento entra em vigor a partir deste mês.

No Maranhão, o salário de secretário é de cerca de R$ 9 mil. Três deputados estaduais eleitos - que tomaram posse ontem - são secretários estaduais: Max Barros, do DEM (Infraestrutura); Roberto Costa, do PMDB (Juventude); e Victor Mendes, do PV (Meio Ambiente). Se o deputado Ricardo Murad (PMDB) - que desistiu de disputar a presidência da Assembleia Legislativa - voltar à Secretaria da Saúde, serão quatro os deputados eleitos integrando o secretariado do governo Roseana Sarney. A reportagem não conseguiu falar com eles.





A medida que aumentou o valor do "abono" foi discutida na semana passada em sessão extraordinária na Assembleia. Mas não foi votada por falta de quorum.


Para o deputado Rubens Júnior (PC do B), o aumento é irregular porque permite que os secretários recebam acima do teto do funcionalismo.

A lei que disciplina o "abono" foi criada em 2008, a partir de uma medida provisória editada pelo então governador, Jackson Lago (PDT). A reportagem solicitou ao governo do estado explicações sobre o pagamento da "retribuição pecuniária" e sobre o aumento no valor, mas até o início da noite de segunda-feira não havia obtido resposta.



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

'Fantástico' flagra descaso em delegacias do Maranhão

Em reportagem especial veiculada ontem à noite, o programa "Fantástico" da Rede Globo enfocou o caos nas delegacias do Brasil. O Maranhão foi enfocado dentre os estados onde há descaso, falta de estrutura e tratamento desumano dispensado aos presos. A reportagem mostra que no interior do Maranhão, a "jaula" para seres humanos fica em uma delegacia.







"Ela é destinada ao banho de sol e ao encontro de visitantes. Mas, na verdade, funciona como um depósito para colocar presos", explica o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão, Amon Jessen.


Já no Maranhão, uma delegacia fica em Miranda do Norte, com 24 mil habitantes. Um cenário de total abandono.





Às 17h não tem nenhum policial civil. Toda vez que tem alguma ocorrência na cidade, o investigador precisa sair da delegacia e fechar as portas. E, mesmo se houvesse policial no prédio, o atendimento seria precário. O computador não funciona. Na verdade, só existe o monitor, não tem mais nada. E o local tem muita sujeira.



Há 27 presos no local. A quantidade de mosquito, de sujeira é grande. O cheiro é muito forte. Os detentos, entre eles assassinos e assaltantes, só não fogem porque não querem. No local deveria haver cadeados, mas não tem. Tem só em um lugar. É possível ver que não é um cadeado reforçado.



Outra carceragem fica na delegacia de Santa Inês - cidade maranhense de 78 mil habitantes. Na parede, o aviso: "bem-vindo ao inferno". Homens e mulheres cumprem pena no mesmo prédio. Elas ficam em uma sala improvisada como cela. Como não há banheiro, as mulheres usam um balde.



"As delegacias de policia servem apenas de depósito de pessoas humanas e, infelizmente, geralmente, saem piores do que entraram", confessa Walter Nunes, do Conselho Nacional de Justiça.


E o que dizer quando o preso está do jeito que pode ser visto no vídeo? Fica na maior delegacia de Bacabal - cidade maranhense de 100 mil habitantes - a "jaula" mostrada no início dessa reportagem. Não tem água, não tem banheiro. Não tem teto e começa a chover. Sem opção, os presos ficam na chuva.                                                

De manhã, os presos contam que o sofrimento durou a noite toda. "Agorinha, eu rezei para não chover mais. Se cair outra chuva aqui, Ave Maria, nós estamos mortos", conta um preso, que não tem previsão de ir embora. "É realmente uma situação que não é típica, que não deve ser constante e que realmente a gente precisa ver o que está acontecendo", explica o secretario de Segurança do Maranhão, Aluísio Mendes.


Segundo o Ministério da Justiça, cerca de 57 mil detentos em delegacias em todo o país. O Conselho Nacional de Justiça afirma: distrito policial não é lugar de preso, e não só por causa da precariedade e do risco de fugas. "Na hora que tira o agente policial para guardar ou dar a guarda para pessoas que estão recolhidas, você inibe ou prejudica essa atividade investigatória", conta Walter Nunes, do Conselho Nacional de Justiça.


A delegacia de Bacabal, onde a "jaula"foi encontrada, abriga outros 30 presos. A falta de higiene é tanta que os funcionários dizem criar uma jibóia, para que ela coma os ratos do local. Em um ambiente assim, como será o atendimento à população?                                    

Ao ligar no telefone da delegacia, não funciona. Nem linha tem. "Não existe o atendimento, não existe a investigação. Às vezes, a policia consegue prender em situações ocasionais", diz o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão, Amon Jessen.


Elson da Silva, de nove anos, está desaparecido desde dezembro de 2009. A família mora em uma comunidade isolada no oeste do Maranhão. Um suspeito chegou a ser preso, mas o caso foi arquivado, sem solução. "O que eles dizem é que não podem fazer nada. Porque não têm prova. Tinha que ter ido atrás dessas provas no início, no começo", diz a mãe de Elson, Solange Machado.


Um delegado foi o primeiro a investigar o desaparecimento. Sem saber que a conversa era gravada, tentou se explicar: "A nossa viatura não tinha condições de deslocamento, porque a gente tem uma viatura aqui que só transita dentro da cidade porque ela não tem condições de viagem".


Buriticupu tem 65 mil habitantes. Em 2007, a delegacia foi queimada em um protesto. Em 2011, um novo prédio deve ser inaugurado. Por enquanto, o distrito policial funciona em uma casa improvisada. Às 14h, a delegacia de Buriticupu está fechada. Não tem ninguém.


A consequência da falta de policiais está por todo lado. O repórter pergunta se lá se pode andar sem cinto. "É, por aqui todo mundo anda", conta um motorista. E, quando o repórter pergunta o porquê de ninguém usar capacete, um motoqueiro responde: "Porque aqui não tem lei".


José Amaro, trabalhador rural, 46 anos, foi assassinado em março do ano passado. A sobrinha chegou a levar o corpo para a porta da delegacia. Mesmo assim, a polícia maranhense não registrou o boletim, nem começou as investigações.


Portanto, pelo menos no papel, José Amaro continua vivo. O repórter pergunta: "E eles falavam por que você não podia registrar?". "Porque eu só era a sobrinha. Precisava ser uma pessoa mais próxima da família", explica a sobrinha.


A polícia diz que, para legalizar a situação, a sobrinha teria que ir a um cartório que fica a mais de 500 quilômetros de distancia. "Que justiça é essa? O momento que a gente mais precisa, não consegue", desabafa.


O lavrador Gilberto Lima, de 27 anos tem seis filhos e foi assassinado em junho de 2008, também no Maranhão. Em abril de 2009, a justiça decretou a prisão do suspeito de ser o mandante do crime: Adelson Araújo, um conhecido fazendeiro de Açailândia e patrão da vítima.


Gilberto estava com os salários atrasados, dizem os parentes. "Já tinha cobrado ele já umas três vezes e ele não pagava", conta o irmão da vítima. Mesmo com a ordem judicial, a polícia não fez nada. Foi a equipe de reportagem que encontrou Adelson Araújo. O fazendeiro suspeito de ser o mandante do crime mora em um bairro na cidade de Açailandia. É um senhor que pode ser visto no vídeo, de calça jeans e camisa branca e que está de costas para a equipe.


Em um bar ao lado da casa dele, Adelson Araújo dá risada, distribui cumprimentos. Segundo a Secretaria de Segurança, a prisão não foi cumprida porque a polícia espera desde julho do ano passado autorização judicial para prender mais 10 comparsas do fazendeiro.


"Nós acreditamos que a prisão de apenas um membro da quadrilha vai complicar a apuração do crime em si", explica o secretario de segurança/MA, Aluísio Mendes.


Depois que o Fantástico informou a localização do fazendeiro para a Secretaria de Segurança e para o Tribunal de Justiça, todas as prisões foram decretadas em um dia. Sexta passada, Adelson Araújo e os dois filhos dele finalmente foram presos. Eles também são acusados de envolvimento no assassinato de outro funcionário da família.


"Nessa região, qualquer passo que se dê na justiça é uma grande vitória. E isso claro que reflete na violência porque as pessoas também ficam com a sensação de impunidade", diz Nonnato Masson, da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Maranhão.


Durante a apuração desta reportagem, o Fantástico esteve em 21 delegacias. Foram flagrados mais de 150 presos em condições precárias. E 20 vítimas de crimes reclamaram da falta de atuação policial. Todos os casos foram repassados às autoridades. "A vítima está sempre em uma situação dolorosa. Ela tem que ser bem acolhida", completa Nonato Masson.


"É fundamental que o estado assuma de fato o seu papel que, na realidade, é proteger e zelar para que todo e qualquer cidadão tenha os seus direitos respeitados", diz Milton Teixeira, do Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos do Maranhão.






domingo, 30 de janeiro de 2011

O MARANHÃO É LINDO

VEJA ESTE VIDEO
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. (Rui Barbosa)


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

No site da Fifa, internautas elegem contratação de Ronaldinho a mais espetacular

A transferência de Ronaldinho para o Flamengo repercutiu não só no cenário brasileiro, mas também no mundial. Nesta segunda-feira, o site oficial da Fifa classificou a chegada do atacante ao rubro-negro como a contratação mais espetacular desta janela. Ela ficou com mais de 45% dos votos dos internautas.




A negociação ficou à frente da contratação do atacante bósnio Dzeko pelo Manchester City e do holandês Affelay, que chegou para reforçar o Barcelona.



Ronaldinho chegou ao Flamengo após negociação longa com o irmão dele, Assis. Grêmio e Palmeiras também queriam o jogador e por alguns momentos afirmaram estar fechados com o atacante. No entanto, o Rubro-negro levou a melhor e o jogador foi apresentado na Gávea para um público estimado de 20 mil pessoas.




Ronaldinho foi eleito a contratação mais espetacular pela Fifa
Crédito da imagem: Vipcomm

Por conta da sua chegada mais tardia à pré-temporada, Ronaldinho iniciou depois os treinamentos e ainda não tem estreia marcada pelo Flamengo.



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Maranhão é 2º estado com maior mortalidade infantil

36 crianças, em mil nascimentos, morrem no estado antes de completar um ano, aponta o IBGE

O recente Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o Maranhão segue integrando o grupo dos estados brasileiros que apresentam os indicadores sociais mais sofríveis. A taxa de mortalidade infantil (número de crianças mortas no primeiro ano de vida, em mil nascidas vivas), por exemplo, ficou em 36,5 em 2009. É a segunda taxa mais alta do país, embora tenha havido uma queda em relação a 2008, quando era de 37,9.
Só em Alagoas o índice de mortalidade infantil é mais alto que o do Maranhão: 46,4 por mil crianças nascidas vivas. Pernambuco, com taxa de 35,7, ocupa o terceiro posto entre os estados brasileiros em que morrem mais crianças.
Piauí é o estado nordestino que apresenta a menor taxa de mortalidade infantil - 26,2 -, mas mesmo assim, quando comparado aos de outras 27 unidades da federação, o índice só é melhor do que o do Acre (taxa de 28,9).
A título de comparação, a taxa de mortalidade infantil do Brasil, em 2009, ficou em 22,5, caindo um pouco em relação a 2008, quando era de 23,6. O estado brasileiro que tem a menor taxa de mortalidade infantil é o Rio Grande do Sul: 12,7.
Analfabetismo - No indicador do IBGE sobre analfabetismo, o Maranhão obteve o 4º pior resultado do país, com 19,1% de pessoas acima de 15 anos que não sabem ler nem escrever. A taxa caiu pouca coisa em um ano - era de 19,5% em 2008. Alagoas também é o pior estado neste quesito, com 24,6% de analfabetos, seguido pelo Piauí, com 23,4%, e Paraíba, com 21,6%.
Os estados nordestinos também têm os índices mais elevados do país em analfabetismo funcional (quando a pessoa, mesmo com a capacidade de decodificar minimamente frases, sentenças, textos curtos e números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos e de fazer as operações matemáticas).
O Maranhão conta, segundo o IBGE, com 31,7% de pessoas com mais de 15 anos que são analfabetas funcionais. É o 4º pior índice do país. Os três estados com mais analfabetos funcionais são Piauí (37,5%), Alagoas (36,5) e Paraíba (33,4%).
O Censo do IBGE apontou que a taxa de analfabetismo no Brasil caiu de 10% em 2008 para 9,7% em 2009 (cerca de 14,1 milhões de pessoas). O estado com menor número de pessoas que não sabem ler nem escrever é o Amapá (2,8%), seguido pelo Distrito Federal (3,4%).
O número de analfabetos funcionais também diminuiu no país, de 21% em 2008 para 20,3% em 2009. O Distrito Federal é a unidade da federação com menos analfabetos funcionais: 8,9%.


MORTALIDADE INFANTIL NO NORDESTE (2009)
1 Alagoas: 46,4
2 Maranhão: 36,5
3 Pernambuco: 35,7
4 Paraíba: 35,2
5 R. Gde. Norte: 32,2
6 Sergipe: 31,4
7 Bahia: 31,4
8 Ceará: 27,6
9 Piauí: 26,2
ANALFABETISMO NO NORDESTE (2009)
1 Alagoas: 24,6%
2 Piauí: 23,4%
3 Paraíba: 21,6%
4 Maranhão: 19,1%
5 Ceará: 18,6%
6 R. Gde. Norte: 18,1%
7 Pernambuco: 17,6%
8 Bahia: 16,7%
9 Sergipe: 16,3%
ANALFABETISMO FUNCIONAL NO NORDESTE (2009)
1 Piauí: 37,5
2 Alagoas: 36,5
3 Paraíba: 33,4
4 Maranhão: 31,7
5 Bahia: 30,6
6 Ceará: 29,5
7 Sergipe: 28,6
8 R. Gde. Norte: 28,0
9 Pernambuco: 27,8

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Tribunal mantém indisponibilidade de bens de ex-prefeito Tadeu Palácio

A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) manteve, em parte, nesta terça-feira, 7, sentença da juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, Luzia Neponucena, que determinou a indisponibilidade dos bens do ex-prefeito da capital, Tadeu Palácio, até o limite de R$ 416.041,96, equivalente ao valor de dano supostamente causado ao erário.







O Município de São Luís propôs ação civil por improbidade administrativa contra Palácio, alegando irregularidades na execução de serviço de contenção e proteção da margem do Rio das Bicas, trecho Areinha-Bairro de Fátima, fruto de convênio firmado com a União em dezembro de 2003.



Na ação proposta, o Município argumenta que a Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) constatou várias irregularidades na gestão do repasse relativo ao convênio, ao realizar inspeção no local, no período de 2 a 6 de outubro de 2006, além de discordâncias em relação ao projeto original.



Salientou que a área técnica da Sedec não acatou a defesa apresentada pelo prefeito, e que o Ministério da Integração Nacional determinou ao Município de São Luís que devolvesse à União, devidamente corrigido, o percentual de 18,62%, relativo às obras e serviços não realizados, o que implica na devolução da quantia de R$ 416.041,96, sob pena de instauração de processo de tomadas de contas especial e de inscrição automática do município em inadimplência no cadastro de convênios do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).



RECURSO – A câmara deu provimento parcial a recurso do ex-gestor municipal, somente para determinar que a juíza proceda à identificação prévia de bens suficientes para assegurar o valor do bloqueio, com a liberação do patrimônio excedente. Também reformou a decisão de 1º grau na parte em que requisitou informações à Assembléia Legislativa e ao Tribunal de Contas do Estado.



Todas as outras decisões da juíza foram mantidas, dentre elas a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Palácio, com pedidos de informações à Receita Federal, Banco Central, outros estabelecimentos bancários, cartórios de registro público e Detran sobre a existência de bens em nome do ex-prefeito.



Em pedidos preliminares contra a sentença de primeira instância, a defesa de Palácio sustentou nulidade da decisão por ausência de fundamentação e em razão de prerrogativa de foro privilegiado, pelo fato de o ex-prefeito atualmente ocupar o cargo de secretário estadual de Turismo. Também pediu suspensão do processo, tendo em vista o ajuizamento de recurso na esfera administrativa. Considerou ilegal a decretação de indisponibilidade dos bens e incabível a quebra dos sigilos bancário e fiscal em caráter liminar, dentre outros argumentos.



O desembargador Paulo Velten, relator do recurso, já havia deferido em parte efeito suspensivo, mas apenas para identificação dos bens suficientes ao bloqueio. O ex-prefeito formulou pedido de reconsideração e recurso de embargos de declaração, que foram rejeitados. O parecer do Ministério Público foi pelo improvimento do recurso de Palácio.



O relator recusou a alegação de nulidade por falta de fundamentação, por entender que o juiz apresentou, em sua decisão, a existência de indícios da prática de ato de improbidade e necessidade de apuração.



Velten também rejeitou o pedido de nulidade em razão de foro privilegiado do atual secretário, citando jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o qual “tratando-se de ação civil por improbidade administrativa, mostra-se irrelevante, para efeito de definição da competência originária dos tribunais, que se cuide de ocupante de cargo público ou de titular de mandato eletivo no exercício das respectivas funções”.



Considerou ainda correta a adoção da ação civil, por entender que há indícios da prática de improbidade, já que apenas 81,38% do objeto do convênio foram executados, bem como algumas discordâncias entre o que constava do projeto aprovado e o serviço executado.



O desembargador Jaime Araújo, que havia pedido mais tempo para analisar os autos, acompanhou o voto de Velten. O juiz Edílson Caridade, que substituiu a desembargadora Anildes Cruz na sessão em que o julgamento foi iniciado, também votou de acordo com o relator.

(Da Ascom / TJ-MA)

domingo, 12 de setembro de 2010

Holanda Jr. surpreende


Segundo os últimos prognósticos feitos pelos analistas políticos de plantão, um nome para a Câmara Federal que dá mostras que vai surpreender no dia 3 de outubro é o do vereador de São Luís Edivaldo Holanda Jr., do PTC. O evangélico ganhou fôlego nessa reta final de campanha principalmente entre os eleitores da capital. O programa de Holanda Jr. tem sido um dos melhores do horário eleitoral.

sábado, 11 de setembro de 2010

Em Pinheiro, Roberto Rocha defende a retomada do projeto de perenização das águas doces da Baixada

Roberto Rocha

O candidato a senador Roberto Rocha (PSDB) da coligação O Povo é Maior, participou ontem, sexta-feira (10) de uma intensa agenda de campanha ao lado do Jackson Lago, em vários municípios da Baixada Maranhense como Pinheiro, Bequimão, Turilândia, Santa Helena e Bequimão.



Em sua passagem por Pinheiro, Roberto Rocha ressaltou as potencialidades da cidade e da região e afirmou que o povo da baixada foi muito prejudicado pela cassação do governador Jackson Lago.


“Pinheiro e toda a Baixada Maranhense têm potencialidades econômicas gigantescas, tanto do ponto de vista da produção, com destaque para criação de peixes, como na área do ecoturismo, pois essa é uma das regiões mais belas do Maranhão. Jackson fez muito pela baixada e ia fazer muito mais, mas não deixaram que ele continuasse realizando obras e projetos para o povo pinheirense e da baixada em geral. Precisamos eleger Jackson Lago novamente para continuar o trabalho interrompido, como é o caso do projeto de perenização das águas doces, um projeto extraordinário que foi esquecido pelo atual governo ilegítimo. Quero está no Senado Federal para ajudar o futuro governador do Maranhão a trabalhar ainda mais pela cidade de Pinheiro e por toda a Baixada Maranhense”, disse Roberto Rocha


Neste sábado Roberto Rocha continua na estrada ao lado de Jackson Lago e cumpre agenda nas cidades de Central, Mirinzal, Bacuri e Cururupu, ainda na baixada.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Dirigente do PSB afirma: “Flávio Dino representa a renovação para o governo e Roberto Rocha representa a renovação para o Senado”

O dirigente estadual do PSB, Wagner Castro, voltou a defender a candidatura a senador de Roberto Rocha como forma de renovar a representação maranhense no Senado Federal.




Wagner Castro afirmou que já havia comunicado ao presidente do partido, José Antônio Almeida, que apoiaria prioritariamente a candidatura de Roberto Rocha.



“Quando resolvi abdicar do direito de ser candidato a senador pelo PSB, partido que sou filiado há oito anos, tinha que me associar a uma candidatura com o perfil que aglutinasse a juventude e despertasse o sentimento de renovação da representação do nosso estado no Senado da República. Estou convencido que Roberto Rocha é o melhor nome que se enquadra nesse perfil, por isso vou votar e pedir voto para o companheiro”, afirmou. A seguir, os principais trechos da entrevista do socialista.



Os candidatos a senador



Todos os candidatos das oposições têm o seu valor. Mas acredito que o Maranhão deve seguir a onda de transformação que já existe no Brasil desde que Lula chegou ao poder, em 2003. Essa transformação no Maranhão não pode se limitar ao governo do estado, mas também ao Senado. Nesse sentido, quem melhor expressa essa transformação para o Senado Federal é Roberto Rocha.



Apoio a Roberto Rocha



Não vejo qualquer problema quanto a minha declaração de apoio a Roberto Rocha. Sou dirigente do PSB, mas o partido é aliado dos tucanos não somente no Maranhão, onde, inclusive, ocupamos a vice-prefeitura de São Luis, mas em outros estados. Na Paraíba, por exemplo, o candidato a governador Ricardo Coutinho, do PSB, tem o apoio do PSDB. E por aí vai. Quando resolvi abdicar do direito de ser candidato a senador pelo PSB, partido que estou há oito anos, tinha que me associar a uma candidatura com o perfil que aglutinasse a juventude e despertasse o sentimento de renovação da representação do nosso estado no Senado. Estou convencido de que o nome de Roberto Rocha é o que melhor se enquadra nesse perfil, por isso vou votar e pedir voto para o companheiro. Não podemos ficar apenas nos discursos contra essa ou aquela pessoa.



União Flávio Dino e Jackson Lago



Sou favorável a unidade das oposições e a uma relação respeitosa no primeiro turno. Mas o candidato do PSB é Flávio Dino (PC do B) e não vejo como, no primeiro turno, abrirmos mão do nosso projeto de renovação da política do Maranhão a favor de outra candidatura. Acho que só faz sentido a união de Flávio Dino com Jackson Lago no segundo turno. Já vimos um movimento parecido em 2002, quando Roberto Rocha renunciou a sua candidatura de governador para apoiar a de Jackson Lago. O resultado foi a vitória do candidato a oligarquia Sarney no primeiro turno daquelas eleições.



Retaliações



Não temo retaliações até porque não fiz nada às escondidas. Avisei ao presidente do meu partido que apoiaria a candidatura de Roberto Rocha para senador. Não vejo motivos para sofrer alguma retaliação, pois estou defendo os mesmos princípios de renovação política que está sendo defendido pelo PSB para o governo do Maranhão. Ou seja, assim como Flávio Dino representa a renovação para o governo do nosso estado, Roberto Rocha representa a renovação para Senado Federal.

sábado, 7 de agosto de 2010

PAULO IPCONECT interage na doação da area do novo campus da UEMA – BALSAS e reitoria confirma a construção.

José Gomes, Paulo IPconect e Marcos Marques, Coordenador de Planejamento Físico da UEMA.



Nos dias 19 e 20 passados, estiveram em Balsas os representantes da Reitoria da UEMA, prof. Dr. José Gomes, Pró-Reitor de Planejamento e o prof. eng. civil Marcos Marques, Coordenador de Planejamento Físico, para vistoriar a área do novo Campus da UEMA-BALSAS e definir estratégias para viabilizar sua construção. Foram dois dias de trabalho em que o candidato a deputado estadual Paulo IPCONECT esteve engajado, juntamente com a diretora do Centro de Estudos Superiores de Balsas (CESBA) professora Teresinha Maia, a professora Raimunda Renata (Didi), o diretor da empresa Zanella Incorporações, Eduardo Hamann e Celso Henrique Borgneth, da empresa CB Engenharia. Na ocasião houve plena aprovação da área doada dentro do Loteamento Cidade Nova quanto às características exigidas pela Universidade para localizar um Campus.
Paulo IPconect, que coordenou as ações que culminaram na doação do imóvel de 100.000 m2 para implantação do novo Campus, considerou excelente o resultado desta etapa da mobilização, mas manifestou necessitade de permanecer mobilizado para garantir o início das obras: “Cumprimos com sucesso a primeira etapa, garantindo a área, agora vamos trabalhar com o mesmo empenho para ter sucesso na etapa principal, a da construção dos prédios”, ressaltou.
Houve unanimidade entre os particpantes da jornada de trabalho quanto a importância da atuação determinada do candidato a deputado estadual Paulo IPconect no resultado obtido. ”A comunidade de Balsas demonstrou através dele ter capacidade de mobilização, e agora tem a perspectiva concreta da construção de um novo Campus Universitário, para melhorar a infra-estrutura para os cursos já existentes e possibilitar a criação de novos cursos como Engenharia Civil, por exemplo, o que consolidará a cidade como Polo Educacional do sul do Maranhão”, enfatizou o Pró-Reitor Dr. José Gomes.
A diretora do CESBA, Teresinha Maia, afirmou que o momento é marcante para a história da UEMA em Balsas.
De acordo com o coordenador de planejamento físico da UEMA, Eng. Marcos Marques, o projeto ainda será iniciado este ano.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Roberto Rocha marca presença no lançamento da campanha de reeleição da deputada Gardênia Castelo


Em evento que contou com a presença de ao menos 3 mil pessoas, o candidato a senador pela coligação “O Povo é Maior”, Roberto Rocha, esteve presente no lançamento da campanha de reeleição da deputada estadual pelo PSDB, ontem, sexta-feira (30).
O ato político aconteceu na casa de shows Batuque Brasil, no bairro da Cohama e foi tomada por milhares de populares e militantes do PSDB.
Roberto Rocha, que também é presidente estadual do PSDB, falou sobre a importância da recondução da deputada Gardênia Castelo à Assembleia Legislativa pelo trabalho que a parlamentar tucana tem realizado nos poucos mais de um ano e meio que está no exercício do mandato.
“É com muita satisfação que estamos aqui para prestigiar esse início de jornada rumo à reeleição de Gardênia Castelo a deputada estadual, pois em apenas um ano e meio de mandato ela já fez muito em favor dos menos favorecidos. Testemunho aqui uma grande festa popular que demonstra, não somente a força política da companheira Gardênia, mas, sobretudo, o carinho que o povo de São Luis tem por essa grande deputada”, afirmou.Roberto Rocha ressaltou ainda a importância da eleição de senadores ligados ao grupo da oposição, pois atualmente a representação do Maranhão no Senado Federal não expressa as contradições e as diferentes correntes políticas existentes no estado.
“As eleições de 2006 mostraram que a eleição do governador Jackson Lago não foi suficiente para garantir as mudanças necessárias para o Maranhão, pois chegamos ao governo mas não ao poder. O poder está em Brasília e dentre os poderes constituídos é no Senado que podemos equilibrar as forças e os interesses políticos locais. Atualmente o Maranhão é o único estado da federação em que todos os três senadores pertencem ao mesmo grupo político, passando a idéia que nosso estado tem dono, o que não é verdade”, explicou.
Gardênia Castelo reforçou no seu discurso a importância de eleger os senadores do PSDB e ressaltando o perfil renovador da candidatura de Roberto Rocha para o Senado Federal.“Nossa coligação apresenta dois candidatos ao Senado, a do ex-ministro Vidigal e a do deputado Roberto Rocha. A candidatura a senador de Roberto Rocha simboliza a renovação da nossa representação no Senado Federal pela sua juventude e sua determinação política”, afirmou.
Além de Roberto Rocha, várias lideranças políticas e candidatos da coligação “O Povo é Maior” marcaram presença no ato político, entre eles o deputado federal e candidato a reeleição Pinto Itamaraty, os vereadores Isaias Pereirinha (PSL), presidente da Câmara, José Joaquim (PSDB) e Ivaldo Rodrigues (PDT), Werverton Rocha (PDT), candidato a deputado federal, a ex-prefeita e primeira-dama de São Luis, Gardênia Gonçalves, entre outros

Roberto Rocha participa de tradicional vaquejada em Amarante.


O Novo Senador do Maranhão Roberto Rocha esteve neste sábado (1º), no município de Amarante do Maranhão onde participou da tradicional vaquejada do Parque Luís Franco.O candidato tucano da coligação “O Povo é Maior” atendeu ao convite da prefeita Adriana Ribeira (PV) e do seu marido, o médico e ex-prefeito de Fortaleza dos Nogueiras, Dr. Gildásio Chaves, ambos amigos de longas datas de Roberto Rocha. A prefeita e demais lideranças locais fizeram uma calorosa recepção ao candidato no estande da prefeitura localizado no Parque Luis Franco.
“Ficamos alegres em contar mais uma vez com a visita do deputado Roberto Rocha em nossa cidade no período da vaquejada a qual ele sempre prestigiou”, disse a prefeita.
O Dr. Gildásio Chaves também expressou a sua satisfação com a presença de Roberto Rocha na vaquejada do Parque Luís Franco e aproveitou para falar de política de projetos para a cidade de Amarante através do apoio do líder tucano.
“Sempre nos alegra a vista de um companheiro e amigo como é o caso do deputado Roberto Rocha, que sempre foi um parceiro da cidade de Amarante e demais municípios da região. Esse apoio que Roberto Rocha sempre ofereceu à Amarante, o nosso grupo político retribuirá neste ano com o apoio a sua candidatura ao Senado Federal”, disse.
Roberto Rocha, por sua vez, agradeceu as manifestações de apoio político e carinho dos presentes e afirmou que a sua eleição para senador significará mais ajuda para o município de Amarante e demais cidades vizinhas, além de prestígio político para a toda a Região Tocantina.
“Não posso negar a emoção e a alegria por receber essa manifestação de apoio a nossa candidatura ao senado pelo grupo político liderado pela prefeita Adriana Ribeiro e pelo seu marido, o meu amigo Dr. Gildásio. Na minha relação com Amarante vem de longe, na verdade herdei do meu saudoso, pai Luiz Rocha, o carinho pela cidade de Amarante e demais cidades da região. Quero poder retribuir esse acolhimento fraterno e amigo da cidade de Amarante como senador eleito nas próximas eleições de outubro”, afirmou.
Imperatriz
Após deixar a cidade de Amarante, o deputado Roberto Rocha fez uma visita de cortesia ao ex-prefeito da cidade José Ribamar Azevedo, que reside com a família atualmente em Imperatriz.
José Azevedo é irmão do atual vice-prefeito de Amarante, Sebastião Sobrinho (PMDB), que também esteve como Roberto Rocha na noite de sábado durante a vaquejada no Parque Luis Franco.

JOÃO ALBERTO DIZ QUE SENTE ORGULHO EM PEDIR VOTOS EM PALAFITAS E EM CASAS DE TAIPA.


No lançamento oficial da candidatura de Roseana Sarney ao governo, realizada na última quinta-feira em Rosário, o vice-governador João Alberto (PMDB), candidato a senador perdeu a oportunidade de ficar calado.
A visita de João Alberto à Rosário ecoou nos meios políticos da capital. Suas declarações sobre as palafitas e casas de taipas, mais uma vez foram inoportunas. O atual vice-governador, que havia declarado certa vez à revista Carta Capital que o povo do Maranhão gostava de morar em casas de palha, voltou com o tema.
Durante o evento, que reuniu cerca de 500 militantes em um clube do município, o candidato ao Senado chegou a afirmar que sente ‘orgulho’ quando chega às palafitas e casas de taipas para pedir votos. “Sinto nos olhos destes maranhenses, que eles gostam de morar onde vivem”, disse.
Para algumas pessoas presentes ao comício, o discurso de João Alberto em Rosário foi um deboche às famílias que vivem nestas condições de vida. Pior foram as declarações da governadora Roseana Sarney.
Roseana afirmou que “não vai mudar o Maranhão”, mesmo sendo um estado onde a taxa de pobreza extrema é grande, onde a população clama por Saúde e Segurança Pública… Ela disse que caso seja reeleita, não pretende mudar o Maranhão. Os dois se merecem.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Entidades do Movimento S.O.S Cohab recebem Roberto Rocha


Roberto Rocha entre os líderes do Movimento SOS Cohab

Representantes de várias entidades que integram o Movimento S.O.S Cohab, que congrega 27 entidades comunitárias do bairro, receberam o candidato a senador da coligação “A Força do Povo, Roberto Rocha (PSDB) nesta noite e fizeram um relato dos principais problemas enfrentados pela comunidade que tem quase 40 anos de existência.
Os líderes comunitários reclamaram da falta de infra-estrutura do bairro, bem como a precariedade em serviços essenciais como segurança pública, saneamento básico e áreas alternativas de lazer.
Contudo, o principal item de reclamação dos presentes foi em relação à construção de um empreendimento imobiliário numa área que há décadas serve de espaço de lazer e realização de eventos, sobretudo em época de Carnaval e São João.
O coordenador do Movimento Jovem, Robson Carvalho, externou a sua indignação quanto à possibilidade da referida área ser utilizada para construção de um condomínio residencial.
“Essa área é praticamente uma das últimas opções de lazer que o bairro da Cohab possui desde que foi construída. Todos os finais de semana organizamos nossos torneios de futebol, brincadeiras de ruas para as crianças, eventos de lazer diversos. A comunidade faz um apelo para que as autoridades competentes impeçam de que esse espaço seja usado para construção de condomínio residencial, pois se trata de em terreno público”, denuncia.